terça-feira, 22 de maio de 2007

Violações dos Direitos Humanos No Brasil


No Brasil a situação dos direitos humanos, encontra-se ainda em fase de consolidação. As principais violações aos Direitos Humanos neste país devem-se à Miséria e pobreza que o Brasil tem devido a uma herança escravizadora, que originou uma forma de pensar indiferente à desigualdade, à violência e à exclusão. Age-se como se fosse natural o convívio entre a riqueza e a pobreza ou que as regalias de poucos coexistam com a supressão dos direitos da maioria.
Os brasileiros possuem um salário ridiculamente baixo que ainda vai contra os princípios universais de direitos humanos que pregam a dignidade como um dos valores absolutos do homem pois este salário não dá para adquirir na maioria dos casos os bens essenciais à vida humana e que permitam combater a fome.
As áreas urbanas do país não conseguem assimilar tanta mão-de-obra, dando origem a uma enorme taxa de desemprego. Ao não encontrarem sustento, as pessoas marginalizadas passam a concentrar-se nas regiões mais pobres e constroem favelas, formando-se zonas de pobreza absoluta dentro das cidades e imediatamente ferindo os preceitos universais do direito à uma vida digna. Ser pobre não é pecado, mas é desumano.
A violência policial que se faz sentir no Brasil vigora há muito tempo, desde o regime do Estado Novo e do Regime Militar. Esta violência trata-se, mais ou menos, de um estado de necessidade, porém, sob violência injustificada, visto que nenhuma forma de violência é justificável, a não ser para a protecção da vida e da integridade humana. Soma-se ainda o facto da polícia brasileira sempre ter sido indisciplinada e uma das características principais é o despreparo do corpo policial.
As Condições penitenciárias no Brasil são das piores a nível mundial. As prisões brasileiras encontram-se abarrotadas, sem as mínimas condições dignas de vida, contribuindo ainda mais para desenvolver o carácter violento do indivíduo e seu repúdio à sociedade que ali o colocou. A visão há cerca do criminoso é que, a partir do delito ele se torna um indivíduo à parte na sociedade, e que seu isolamento dentro de uma prisão significa a perda de toda a sua dignidade humana devendo, por isso, ser esquecido enquanto pessoa humana, e ignora-se que os direitos humanos valem para todos, sejam criminosos ou não. Infelizmente, no Brasil, a vida de pessoas pobres ou criminosos tem menos valor.
O preconceito racial e tudo o que dele advem é hoje em dia uma das mais flagrantes violações aos Direitos Humanos neste país. O Brasil possui uma formação populacional altamente heterogénea em índices não experimentados por nenhuma outra nação do planeta, o que faz dele, realmente, um lugar especial e a prova viva de que é possível viver em harmonia étnica e cultural em meio a um oceano de divesidade. Evidentemente que esta “harmonia” é relativa e deve ser observada com olhos atentos.. O povo brasileiro, em toda a sua diversificação, é um povo uno, uma raça só oriunda de diversas outras raças, uma só entidade socio-política de larga base territorial. Mas esta aparente unidade não pode esconder uma outra realidade nacional: o racismo.
Um exemplo típico de racismo se comprova com os dados de pesquisa de um jornal brasileiro, que publicou uma pesquisa onde revela que os negros são abordados com mais frequência em rusgas policiais, recebendo mais insultos e agressões físicas do que os indivíduos brancos. Por questão desta abordagem, são igualmente mais revistados que pessoas de outra etnia. Esta violência é praticada quase sempre contra indivíduos negros ou mulatos, seja na forma de ofensa verbal ou agressão física.
O trabalho escravo no Brasil de hoje baseia-se nos mesmos moldes do Brasil enquanto Colónia: as pessoas são submetidas a sessões de espancamento, fechadas em barracões, fortemente vigiadas por homens armados, amarradas em troncos, assassinadas e sem qualquer direito à salários ou outros direitos trabalhistas. Os factos apontam ainda para práticas de retenção de documentos, castigos corporais, torturas e ameaças de morte, como forma de pressão para evitar a fuga dos trabalhadores

1 comentário:

Anónimo disse...

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